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Leonardo Dias denuncia utilização de papéis de presente na realização de exames em unidades de saúde


O vereador Leonardo Dias (PSD) denunciou, durante pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de Maceió (CMM), nesta quinta-feira (12), mais um caso de desperdício de dinheiro público.


Dias visitou a Unidade de Saúde Geraldo Melo, no bairro do Bom Parto, onde encontrou estrutura precária, além de falta de medicamentos e profissionais.


"Desde o início do meu mandato eu tenho focado em identificar pontos de desperdício de dinheiro público. E mais uma vez, hoje, me deparei com o desrespeito ao dinheiro dos cidadãos. Eu tenho visitado as unidades de saúde praticamente todos os dias. Foram mais de 40 unidades já visitadas e pretendo ir em todas até o final deste ano. Presenciei que estavam sendo utilizados papéis de presente nas macas onde são realizados exames de citologia. É uma situação completamente absurda submeter uma pessoa que está em busca de saúde a ter que ficar em cima de um papel de presente para fazer o exame", relatou o vereador.


Leonardo já havia alertado, em plenário, a utilização de TNT por conta da falta de lençóis de papel. O vereador ressaltou ainda que, além da irresponsabilidade sanitária, os valores gastos com estes materiais são quase três vezes maior.


"Primeiro estavam utilizando TNT na falta de lençóis de papel. Agora, estão usando papéis de presente. Vejam que absurdo, 500 metros de papel custam em torno 270 reais, já 500 metros de lençol de papel custam aproximadamente 84 reais. Por descuido e negligência não compraram o material correto durante estes sete meses de gestão, estamos pagando três vezes mais para pessoas fazerem exames como se fossem um embrulho", frisou Dias.


O vereador lembrou ainda que, na mesma unidade, detectou precariedades no atendimento odontológico e criticou a negligência do poder público municipal em permitir que a situação tenha chegado ao ponto de faltar equipamentos básicos, como tensiômetros em praticamente todas as unidades visitadas até então.


"É simplesmente inacreditável o que estamos presenciando, especialmente nesta unidade de saúde. Qualquer clínica particular que estivesse na mesma situação, já estaria fechada pela Vigilância Sanitária. A cozinha está dentro do consultório odontológico e os dentistas se recusam a atender em um ambiente como este. O consultório também virou depósito de materiais de limpeza. Uma estrutura absolutamente precária, onde as pessoas que estão trabalhando, fazem somente por amor. São sucessivos atos de negligência. Não há tensiômetros nas unidades de saúde e é preciso que o médico leve o próprio equipamento, isso quando tem médico. Não há medicamentos para hipertensão e nem para diabetes. Já denunciei esta situação ao Ministério Público. É triste ver uma estrutura física sem médicos. A gente faz de conta que atende e o povo morre sem poder fazer de conta que está vivo", concluiu.

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