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"Não podemos nos acostumar com a desgraça", afirma Leonardo Dias após visitar bairros alagados


Devido aos transtornos causados pelas fortes chuvas que atingiram Maceió entre a noite da segunda-feira (14) e a manhã desta terça-feira (15), o vereador Leonardo Dias (PSD) foi acionado por populares dos bairros de Bebedouro e Chã de Jaqueira, além de servidores e usuários do PAM Salgadinho para conferir de perto os estragos que foram registrados nestes locais.


Em Bebedouro, mais uma vez, o nível do Riacho do Silva subiu e deixou parte da Rua Cônego Costa – principal eixo viário do bairro – intrafegável. Outro estrago causado pelas fortes chuvas foi o deslizamento de barreiras na região.


"Mais uma noite de fortes chuvas em Maceió. Impossível não lembrar das casas que já se encontravam ameaçadas por deslizamentos de encostas. Hoje era dia de organizar coisas no gabinete, mas fica pra depois. Vamos ver como estão as pessoas. Prioridade é ajudar quem precisa", publicou Leonardo Dias em suas redes sociais.


O vereador foi chamado para visitar a Grota Santa Elena, no bairro da Chã de Jaqueira. Lá, uma criança de apenas 10 meses de vida faleceu após ser soterrada por entulhos.


"Fui até a Grota Santa Elena, onde um bebê foi encontrado morto após ter sido arrastado por uma enxurrada. Vi diversas encostas que estão correndo riscos de desabamento e isso tira o sono da população que vive nestes locais. A Prefeitura de Maceió precisa olhar para a vida destas pessoas que correm perigo. Não podemos nos acostumar com a desgraça. Alagaram hoje as mesmas regiões que alagaram há alguns meses. A dragagem do riacho não está sendo feita de forma suficiente a evitar que as famílias que vivem na região tenham suas casas invadidas. Eu sou vereador de primeiro mandato e me assusta que isso parece ser algo normal, de a gente se acostumar com a desgraça dos outros. Eu protocolei indicações para corrigir isso há meses e a prefeitura ainda não deu assistência a essas pessoas", afirmou o edil.


Leonardo Dias também foi ao PAM Salgadinho, que estava com algumas de suas salas alagadas e estava sem energia. O fornecimento hídrico do local depende da eletricidade. A falta de gerador deixou o local sem abastecimento de água, o que prejudicou a higienização e o funcionamento do local.


"Hoje eu acordei com pessoas do PAM Salgadinho pedindo para que eu fosse lá, porque mais uma vez está faltando água. E não é só água para beber, mas para a higienização. No meio de uma pandemia em um posto da complexidade do PAM. Ao todo, são 500 funcionários que não têm água nem para lavar as mãos desde a semana passada devido a uma bomba que queimou. A subestação do PAM Salgadinho está a ponto de dar um problema muito sério, que pode acarretar em um incêndio, pois a bomba está sobrecarregada com os equipamentos e não há lá um sistema de incêndio para controlar uma eventual tragédia no local", alertou o vereador.

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